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sexta-feira, 4 de março de 2011

O website da Clínica Perspectiva está na rede!

Para oferecer um serviço de psicoterapia em Brasília, nos moldes da Terapia Cognitiva (bem como em outras abordagens também), colocamos na internet nossa divulgação. Visite-nos clicando aqui.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dissonância Cognitiva e psicoterapia

Tendo em vista os pressupostos de cada abordagem psicoterápica, o psicoterapeuta buscará auxiliar o paciente a superar suas dificuldades. Um dos objetivos implícitos de um terapeuta, principalmente da abordagem da cognitiva, é gerar uma dissonância cognitiva. Você sabe o que é isso?

Já sabemos que não é o que acontece conosco que é o problema, mas como interpretamos o que nos acontece é que vai influenciar nossas emoções e, enfim, se tornar ou não o problema. As pessoas podem estar “emperradas” por ver as situações sempre da mesma forma distorcida. O que fazer então?

O termo dissonância cognitiva surgiu pelos estudos de um psicólogo chamado Leon Festinger que se propôs a investigar o motivo pelo qual algumas pessoas não desistiam de suas crenças em profecias fatalistas mesmo diante do não cumprimento delas e que, depois da falha, ainda se agarravam mais a elas. Ele concluiu que temos uma tendência a diminuir o desconforto criado por duas cognições conflitantes.

Em terapia, chegamos a um ponto onde desejamos fortalecer crenças ou desconstruí-las pela reflexão da validade dos pensamentos, criando uma dissonância cognitiva ao ativar uma crença mais realista e que provavelmente entrará em conflito com a crença disfuncional. Essa tensão psíquica criada é favorável, pois insere um elemento que tornará a crença prejudicial em algo incompatível com outra mais adaptativa. Em resumo, muitas vezes precisamos chegar a uma crença conflitante com antigas formas de pensar para que algo mude no nosso modo de enxergar o que nos acontece.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O teste de Rorschach beneficia um terapeuta cognitivo?


Inspirado na palestra a qual fui convidado a realizar ontem, junto a alguns estudantes de medicina, na disciplina de psiquiatria da Universidade de Brasília – UnB, escrevo este post. Nada muito novo, pois no livro “A prática clínica da terapia cognitiva com crianças e adolescentes”, Friedberg e McClure escrevem que: “Muitos terapeutas cognitivos contam com dados de entrevista e informações recolhidas de instrumentos de avaliação, a maioria deles usa medidas de auto-relato e escalas. (…) Técnicas projetivas, como o Teste de Apercepção Temática (TAT) (…) e o teste de Rorschach (Exner) são usados por alguns clínicos cognitivo-comportamentais”.

O Rorschach é um instrumento psicológico em que a percepção de um borrão de tinta pelo sujeito é transformada em dados para posterior comparação estatística e interpretação. Há vários sistemas de interpretação que possibilitam a organização das informações obtidas e integração à uma teoria. Os sistemas de base psicanalítica utilizam as pranchas do teste de forma a suscitar associações. No método Exner, a percepção do indivíduo é o foco e os dados são considerados dentro de comparações estatísticas para definições sobre as forças e fraquezas do indivíduo.

A polêmica se refere ao fato da classificação do Rorschach como técnica projetiva e, por falar de projeção (quando as pessoas atribuem seus elementos internos a objetos ou eventos externos), implicaria no uso da psicanálise para sua utilização. Contudo, segundo Weiner, o próprio Rorschach não mencionou a projeção na sua monografia sobre o instrumento. Isso não quer dizer que a projeção não se manifeste em algumas respostas ao teste. Exner veio mostrar que a projeção não é inevitável, mas também não é essencial ao Rorschach.

A interpretação dos dados faz-se agrupando-os em módulos, referentes a sete componentes do funcionamento da personalidade, que propiciam a interpretação:

· Módulo: processamento da informação, relativo a como as pessoas dirigem sua atenção ao mundo.

· Módulo: mediação cognitiva, que envolve o modo como as pessoas percebem os objetos de sua atenção.

· Módulo: ideação, que consiste no modo como as pessoas pensam sobre o que percebem.

· Módulo: controle e tolerância ao estresse, associado aos recursos adaptativos de que as pessoas dispõem para lidar com as demandas e gerenciamento do estresse.

· Módulo: recursos afetivos, que compreende o modo como as pessoas lidam com as situações emocionais e como vivenciam e expressam os afetos.

· Módulo: autopercepção, associado a como as pessoas percebem a si mesmas.

· Módulo: percepção interpessoal, que investiga como as pessoas percebem os outros e se relacionam com eles.

Pelo Sistema Compreensivo de Exner tratar de, por exemplo, processamento da informação numa interpretação de Rorschach e partir da suposição que há uma diferença na percepção de indivíduos segundo o transtorno mental que apresentam, é notório que uma compreensão para além da psicodinâmica é clara e possível. Nada seria mais ‘cognitivo’.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Para largar o cigarro


Aprenda a largar o cigarro de uma vez: http://migre.me/9wUc
Lá eles citam:

PEÇA AJUDA

Nem sempre força de vontade é o suficiente para largar o fumo. Procure um médico. Ele pode indicar medicamentos e grupos de terapia cognitiva. Os remédios diminuem a ansiedade e o prazer causado pela nicotina.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Pensamentos e perfomance esportiva


Ao assistir um programa de televisão que falava da rotina de treinos de Cesar Cielo, fenômeno do esporte nacional, achei interessante a ênfase que seu treinador Brett Hawke dá à preparação psicológica dos seus atletas. Hawke acredita que, quando era competidor velocista, o que o fez perder nas competições foi a tensão no dia de provas importantes. É claro que o treino físico e o lugar de excelência para os treinos faz a diferença. Mas, depois de haverem treinado muito fisicamente, há uma complementação mental durante os treinos onde, por exemplo, é criado uma atmosfera de competição diária, o que acostuma o atleta à tensão do dia da prova. O treinador diz que “os atletas precisam ter uma cabeça boa para ganhar. Nos campeonatos vão ser massacrados e precisam lidar com isso”. Estabelece com os atletas novas metas para que fiquem sempre estimulados, fazendo com que seu índice alvo seja sua referência, superando as próprias marcas sem se preocupar com comparações. Hawke reconhece que Cielo evoluiu desde que chegou aos Estados Unidos, em 2006. "Ele cresceu fisicamente, amadureceu e mentalmente está muito forte. Ele acredita em si mesmo”.

Tão diferente foi o impacto de ver a equipe feminina de ginática olímpica aos prantos e à deriva nos seus desesperos. Até quando ficarão sem essa preparação?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Terapia ajuda a emagrecer?


Não se deixe enganar pelo título do livro que parece algo do tipo auto-ajuda. O livro Pense Magro, da autora e psicóloga Judith Beck, mostra como complementar a rotina de dietas e exercícios usando o pensamento a favor da meta de emagrecimento. Muitas pessoas com sobrepeso sabem que apesar da ótima dieta e de uma prescrição de treinos físicos sob medida, acabam abandonando a meta devido a pensamentos sabotadores do tipo: “Só mais esse brigadeiro”, “Depois de tudo que passei, eu mereço comer o quanto quiser”, “Não é justo que não possa comer isso”, etc.

J. Beck diz: “Com uma programação mental adequada, qualquer dieta razoável dá certo”. E não se trata de repetir diante do espelho o pensamento certo. Não é, como no livro O Segredo. O universo não vai te fazer magro de forma inerte. É pelo uso de técnicas cognitivas e comportamentais que há a mudança de crenças sobre a alimentação e, então, o alcance de uma forma física mais favorável torna-se possível. O programa que consta no livro estabelece seis semanas de transformação dos padrões de pensamento que ajudarão o indivíduo a emagrecer.

Judith mantém a dez anos o mesmo peso e tenho vários amigos que, ao aderir à Dieta Beck, apresentam uma redução no sobrepeso que é notável.

domingo, 6 de setembro de 2009

Terapia Cognitiva versus medicação para depressão

DeRubeis et al. apresentam um interessante artigo na Nature Reviews Neuroscience sobre os resultados do tratamento para depressão e os mecanismos neurais envolvidos nesses tratamentos. O resumo é o que se segue:

Estudos têm demonstrado que a terapia cognitiva é tão eficaz quanto medicamentos antidepressivos no tratamento da depressão e, a terapia cognitiva parece reduzir o risco de recaída, mesmo após sua interrupção. A terapia cognitiva e medicação antidepressiva provavelmente envolvem alguns mecanismos neurais similares, bem como há mecanismos envolvidos que são distintos para cada tratamento.


A terapia cognitiva e medicação antidepressiva têm efeitos comparáveis. Este gráfico mostra a resposta de pacientes que tiveram depressão de moderada a grave à terapia cognitiva (TC), à medicação antidepressiva (ADM) ou placebo. Os pacientes que foram designados para ADM ou TC mostraram uma taxa de resposta significativamente maior após 8 semanas de tratamento do que aqueles que foram designados para o placebo. Após 16 semanas de tratamento as taxas de resposta da ADM e CT foram quase idênticas.



Neste outro gráfico, entende-se que o tratamento prévio com Terapia Cognitiva protege os pacientes contra a recaída da depressão, efeito garantido somente com a prestação continuada de medicação antidepressiva, e ausente quando a ADM foi posteriormente suspensa. Nota-se que o grupo de pacientes ao qual foi dado ADM no ano de continuação, perdeu um número de pacientes que não aderiram ao regime medicamentoso.

(Traduzido e adaptado do site mindblog.dericbownds.net)

sábado, 1 de agosto de 2009

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)


O cantor Roberto Carlos soube que sofria de Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Ele disse: "A princípio pensei que pudesse me curar sozinho. Tentei fazê-lo com a ajuda de um livro que fala do assunto. Mas logo vi que o Transtorno Obsessivo-Compulsivo é algo muito mais sério do que em geral se imagina”. No palco, como afirma páginas de fãs na internet, ele demonstra estar mais relaxado e feliz. Voltou a cantar músicas que havia retirado do repertório como “maldade” e “mentira” por achar que eram tabus. Desde quando fez tratamento com psicoterapia cognitivo-comportamental, seus progressos se tornaram notáveis.

Veja a reportagem completa da revista Veja aqui

O que é Transtorno Obsessivo-Compulsivo?
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é um dos mais frequentes transtornos psiquiátricos que atingem a população em geral. É caracterizado pela presença de Obsessões e/ou Compulsões. As Obsessões são pensamentos, imagens, ou impulsos desagradáveis e aparentemente sem sentido que surgem de maneira repetitiva e involuntária. As tentativas de rejeitá-los são na maioria dos casos sem sucesso.
Já as Compulsões são comportamentos repetitivos, ritualizados que tem por objetivo aliviar a ansiedade resultante de uma obsessão. As opções de tratamento são através de medicamentos e/ou psicoterapia cognitiva.

sexta-feira, 13 de março de 2009

O que é Terapia Cognitiva?


É um sistema de psicoterapia cientificamente fundamentado, proposto por Aaron Beck. Seu princípio básico é de que as cognições, ou pensamentos de um indivíduo, sobre si, o mundo e o futuro determinam suas Emoções. Não é "terapia comportamental". Esta abordagem atua sobre as cognições, daí a denominação de Terapia Cognitiva, a fim de produzir mudanças na forma de pensar e no sistema de crenças de indivíduos, promovendo, desta forma, mudanças nas emoções e comportamentos que as acompanham. Características que a distinguem de outras abordagens psicoterápicas são o tempo curto e limitado e a eficácia comprovada através de estudos controlados em várias áreas de transtornos psicológicos.