quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Action Day – Mudanças Climáticas e o estresse

Hoje, em todo o mundo, blogs estão engajados para falar sobre mudanças climáticas. Resolvi aceitar o desafio de escrever, dentro da proposta deste blog, algo sobre o assunto.

As atuais constatações sobre a mudança no clima geram estresse e ansiedade nos habitantes do planeta. Essas mudanças, qualificadas como perigosas e ruins, são resultado de atitudes. E nossas atitudes são construídas com base naquilo que pensamos e interpretamos da nossa realidade. Se pensarmos que não há problema em desmatar áreas, traficar animais silvestres, consumir mais e mais petróleo, etc., continuaremos (enquanto humanidade) com esse mesmo comportamento e teremos na contrapartida vários “males naturais”. Nos tornamos egoístas com gerações futuras, além de acreditar de forma ilusória que nem mesmo estaremos aqui, vivos, quando a coisa ficar realmente feia. Atitudes tomadas à despeito das consequências e sem empatia nenhuma com outras formas de vida da Terra nos colocam num patamar de sociedade perversa, psicopática de certa forma.

Novas crenças a favor da natureza podem deixar de serem utópicas. Viram realidade numa prática construída à cada dia de pequenos gestos que todos estamos cansados de ouvir. Solução: refletir para atuarmos de forma mais sustentável e muitas vezes fazer algo sem esperar que todos façam também.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Pensamentos e perfomance esportiva


Ao assistir um programa de televisão que falava da rotina de treinos de Cesar Cielo, fenômeno do esporte nacional, achei interessante a ênfase que seu treinador Brett Hawke dá à preparação psicológica dos seus atletas. Hawke acredita que, quando era competidor velocista, o que o fez perder nas competições foi a tensão no dia de provas importantes. É claro que o treino físico e o lugar de excelência para os treinos faz a diferença. Mas, depois de haverem treinado muito fisicamente, há uma complementação mental durante os treinos onde, por exemplo, é criado uma atmosfera de competição diária, o que acostuma o atleta à tensão do dia da prova. O treinador diz que “os atletas precisam ter uma cabeça boa para ganhar. Nos campeonatos vão ser massacrados e precisam lidar com isso”. Estabelece com os atletas novas metas para que fiquem sempre estimulados, fazendo com que seu índice alvo seja sua referência, superando as próprias marcas sem se preocupar com comparações. Hawke reconhece que Cielo evoluiu desde que chegou aos Estados Unidos, em 2006. "Ele cresceu fisicamente, amadureceu e mentalmente está muito forte. Ele acredita em si mesmo”.

Tão diferente foi o impacto de ver a equipe feminina de ginática olímpica aos prantos e à deriva nos seus desesperos. Até quando ficarão sem essa preparação?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Terapia ajuda a emagrecer?


Não se deixe enganar pelo título do livro que parece algo do tipo auto-ajuda. O livro Pense Magro, da autora e psicóloga Judith Beck, mostra como complementar a rotina de dietas e exercícios usando o pensamento a favor da meta de emagrecimento. Muitas pessoas com sobrepeso sabem que apesar da ótima dieta e de uma prescrição de treinos físicos sob medida, acabam abandonando a meta devido a pensamentos sabotadores do tipo: “Só mais esse brigadeiro”, “Depois de tudo que passei, eu mereço comer o quanto quiser”, “Não é justo que não possa comer isso”, etc.

J. Beck diz: “Com uma programação mental adequada, qualquer dieta razoável dá certo”. E não se trata de repetir diante do espelho o pensamento certo. Não é, como no livro O Segredo. O universo não vai te fazer magro de forma inerte. É pelo uso de técnicas cognitivas e comportamentais que há a mudança de crenças sobre a alimentação e, então, o alcance de uma forma física mais favorável torna-se possível. O programa que consta no livro estabelece seis semanas de transformação dos padrões de pensamento que ajudarão o indivíduo a emagrecer.

Judith mantém a dez anos o mesmo peso e tenho vários amigos que, ao aderir à Dieta Beck, apresentam uma redução no sobrepeso que é notável.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Decisões Influenciadas


Dan Ariely é professor de economia comportamental da Universidade Duke e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT. Autor de Previsivelmente Irracional, Ariely diz que as decisões que tomamos - mesmo as mais milimetricamente calculadas - são contaminadas por sentimentos ou influências que nem mesmo percebemos. E que estragam o trabalho da razão.

[Superinteressante] A que conclusão você chegou com os estudos?
[Ariely] Descobri que, sem perceber, deixamos de usar a razão frequentemente. Isso acontece porque nossas decisões são guiadas por fatores que passam despercebidos pelo cérebro quando calculamos nosso próximo passo. É possível estimular as pessoas a ver a realidade de um jeito distorcido - e elas acharão que estão vendo tudo da forma mais lógica possível.



(extraído e adaptado da revista Superinteressante edição 269)

domingo, 6 de setembro de 2009

Terapia Cognitiva versus medicação para depressão

DeRubeis et al. apresentam um interessante artigo na Nature Reviews Neuroscience sobre os resultados do tratamento para depressão e os mecanismos neurais envolvidos nesses tratamentos. O resumo é o que se segue:

Estudos têm demonstrado que a terapia cognitiva é tão eficaz quanto medicamentos antidepressivos no tratamento da depressão e, a terapia cognitiva parece reduzir o risco de recaída, mesmo após sua interrupção. A terapia cognitiva e medicação antidepressiva provavelmente envolvem alguns mecanismos neurais similares, bem como há mecanismos envolvidos que são distintos para cada tratamento.


A terapia cognitiva e medicação antidepressiva têm efeitos comparáveis. Este gráfico mostra a resposta de pacientes que tiveram depressão de moderada a grave à terapia cognitiva (TC), à medicação antidepressiva (ADM) ou placebo. Os pacientes que foram designados para ADM ou TC mostraram uma taxa de resposta significativamente maior após 8 semanas de tratamento do que aqueles que foram designados para o placebo. Após 16 semanas de tratamento as taxas de resposta da ADM e CT foram quase idênticas.



Neste outro gráfico, entende-se que o tratamento prévio com Terapia Cognitiva protege os pacientes contra a recaída da depressão, efeito garantido somente com a prestação continuada de medicação antidepressiva, e ausente quando a ADM foi posteriormente suspensa. Nota-se que o grupo de pacientes ao qual foi dado ADM no ano de continuação, perdeu um número de pacientes que não aderiram ao regime medicamentoso.

(Traduzido e adaptado do site mindblog.dericbownds.net)

sábado, 1 de agosto de 2009

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)


O cantor Roberto Carlos soube que sofria de Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Ele disse: "A princípio pensei que pudesse me curar sozinho. Tentei fazê-lo com a ajuda de um livro que fala do assunto. Mas logo vi que o Transtorno Obsessivo-Compulsivo é algo muito mais sério do que em geral se imagina”. No palco, como afirma páginas de fãs na internet, ele demonstra estar mais relaxado e feliz. Voltou a cantar músicas que havia retirado do repertório como “maldade” e “mentira” por achar que eram tabus. Desde quando fez tratamento com psicoterapia cognitivo-comportamental, seus progressos se tornaram notáveis.

Veja a reportagem completa da revista Veja aqui

O que é Transtorno Obsessivo-Compulsivo?
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é um dos mais frequentes transtornos psiquiátricos que atingem a população em geral. É caracterizado pela presença de Obsessões e/ou Compulsões. As Obsessões são pensamentos, imagens, ou impulsos desagradáveis e aparentemente sem sentido que surgem de maneira repetitiva e involuntária. As tentativas de rejeitá-los são na maioria dos casos sem sucesso.
Já as Compulsões são comportamentos repetitivos, ritualizados que tem por objetivo aliviar a ansiedade resultante de uma obsessão. As opções de tratamento são através de medicamentos e/ou psicoterapia cognitiva.

sexta-feira, 13 de março de 2009

O que é Terapia Cognitiva?


É um sistema de psicoterapia cientificamente fundamentado, proposto por Aaron Beck. Seu princípio básico é de que as cognições, ou pensamentos de um indivíduo, sobre si, o mundo e o futuro determinam suas Emoções. Não é "terapia comportamental". Esta abordagem atua sobre as cognições, daí a denominação de Terapia Cognitiva, a fim de produzir mudanças na forma de pensar e no sistema de crenças de indivíduos, promovendo, desta forma, mudanças nas emoções e comportamentos que as acompanham. Características que a distinguem de outras abordagens psicoterápicas são o tempo curto e limitado e a eficácia comprovada através de estudos controlados em várias áreas de transtornos psicológicos.